Publicado às 19h07
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| Copa do Mundo, rua decorada (foto de Fernando Frazão, ABr) |
A
Copa do Mundo de 2026
pode movimentar até R$ 244,9 milhões na economia carioca durante os
jogos da Seleção Brasileira. A estimativa faz parte do estudo "Potencial
Impacto Econômico dos Jogos do Brasil na Copa do Mundo de Futebol 2026 na
Economia Carioca", elaborado pela Prefeitura do Rio, por meio da
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) e da Riotur. O cálculo
considera o cenário mais favorável para o Brasil na competição: a disputa das
oito partidas possíveis, com a chegada à final e a conquista do hexacampeonato
mundial.
Segundo
o levantamento, a trajetória da seleção na competição pode representar ganhos
expressivos para a economia carioca. A cada conquista do Brasil no torneio, o
impacto econômico cresce em cerca de R$ 30,6 milhões por partida disputada. Os
três jogos da fase de grupos têm potencial para movimentar R$ 91,8 milhões. Na
rodada seguinte, o valor sobe para R$ 122,4 milhões. O montante previsto nas
oitavas é de R$ 153 milhões, nas quartas de R$ 183,6 milhões e de R$ 214,2
milhões nas semifinais. Os cálculos levam em consideração os gastos dos
torcedores com transportes, ingressos e consumo em festas, comida em bedida
para consumir em casa, adereços, gastos com bares e restaurantes, dentre outros
gastos dos torcedores que se reúnem para acompanhar os jogos. Caso a seleção
brasileira esteja na decisão do título, a movimentação econômica na cidade
poderá chegar a R$ 244,9 milhões.
As
estimativas têm como referência o estudo Economia do Futebol Carioca, publicado
pelo Município, e considera o comportamento de torcedores dos quatro grandes
clubes cariocas, Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo, que costumam
acompanhar partidas em bares, restaurantes, estádios e encontros com amigos e
familiares.
"Poucas
cidades vivem o futebol com a intensidade do Rio de Janeiro. Quando a Seleção
entra em campo, bares, restaurantes e espaços de convivência ficam
movimentados, gerando benefícios para diversos setores da economia. O estudo
mostra que a paixão do carioca pelo futebol também se traduz em geração de
renda e oportunidades para a cidade", destaca Osmar Lima, secretário
municipal de Desenvolvimento Econômico.
Além
dos setores de bares, restaurantes, turismo, comércio e entretenimento, o
estudo aponta benefícios para o comércio de artigos esportivos, a realização de
eventos temáticos e os investimentos em infraestrutura voltada para
transmissões e celebrações públicas durante o torneio.
"Os
resultados reforçam a relevância dos grandes eventos esportivos como indutores
de atividade econômica. A mobilização gerada pelos jogos do Brasil estimula
diferentes cadeias produtivas ligadas ao turismo, ao entretenimento e à
gastronomia, ampliando a circulação de pessoas e o consumo em diversos pontos
da cidade”, afirma o presidente da Riotur, Bernardo Fellows.
O
estudo completo está disponível no Observatório Econômico do Rio e no portal da
Riotur: observatorioeconomico.rio

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