Publicado às 19h21
Presidente Lula e ministra da Cultura, Margareth Menezes, participam do lançamento da iniciativa no Rio de Janeiro. Com investimento de aproximadamente R$ 9 milhões e tecnologia 100% nacional, iniciativa reúne mais de 500 obras audiovisuais brasileiras
O
presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou neste sábado, 30
de maio, da cerimônia de lançamento da Plataforma Tela Brasil, o streaming
público e gratuito voltado à exibição de obras audiovisuais brasileiras. A
cerimônia contou também com a participação da ministra da Cultura, Margareth
Menezes, e foi realizada na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro (RJ).
Desenvolvida
com tecnologia brasileira pelo Ministério da Cultura (MinC), com apoio da
Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a Plataforma Tela Brasil de vídeo sob
demanda consolida-se como política pública estruturante de acesso, promoção,
formação e memória do audiovisual brasileiro.
Os
investimentos realizados na implementação da plataforma somam aproximadamente
R$ 9 milhões entre 2024 e 2025, e contemplam licenciamento de obras,
desenvolvimento tecnológico, acessibilidade, curadoria e gestão do projeto.
Com
a iniciativa, o Governo do Brasil dá um passo histórico para a soberania
cultural e a inclusão digital ao disponibilizar obras audiovisuais brasileiras
em uma plataforma pública e gratuita de vídeo sob demanda. O acesso será
integrado ao site Gov.br, com o objetivo de ampliar o alcance da produção
nacional e democratizar o acesso da população à cultura brasileira.
No
primeiro momento, a plataforma estará disponível em versão web, com
possibilidade de espelhamento em smart TVs. As versões para Android e iOS serão
disponibilizadas em até 30 dias após o lançamento oficial.
PERFIS
DE ACESSO — A
plataforma contará com dois perfis de acesso. O Perfil Cidadão será voltado ao
acesso individual via Gov.br, estruturado em seções organizadas para facilitar
navegação e acesso do público aos conteúdos. A estrutura se divide em
categorias, gêneros, formatos, busca e minha área.
Já
o Perfil Direcionado será destinado à formação de público, debates temáticos,
curadorias específicas, com exibições coletivas. O perfil se divide em Rede
Exibidora e Escolas, incluindo cineclubes, pontos de cultura, bibliotecas,
museus, escolas, mostras e festivais.
AS
OBRAS — O catálogo
inicial reúne 555 obras audiovisuais brasileiras. Serão 139 longas-metragens,
85 médias-metragens ou telefilmes, 267 curtas-metragens e 64 obras seriadas
(episódios). As obras selecionadas por edital já contam com recursos de
acessibilidade, como audiodescrição, legendagem descritiva e Libras. As demais
receberão recursos de acessibilidade, ainda em 2026, por meio de Termo Aditivo
firmado com a UFAL.
Entre
as obras disponíveis na plataforma estão Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964),
A Noite do Espantalho (1974), Xica da Silva (1976), Carandiru (2003), Olga
(2004), Quase Dois Irmãos (2005) e As duas Irenes (2017). O catálogo reúne
diretores como Glauber Rocha, Sérgio Ricardo, Carlos Diegues, Suzana Amaral,
Jayme Monjardim, Fábio Barreto, Lúcia Murat e Arthur Fontes.
DEMOCRATIZAÇÃO — A Plataforma Tela Brasil tem
entre suas diretrizes incentivar a difusão do audiovisual brasileiro,
destacando os diversos formatos e gêneros; democratizar o audiovisual como
linguagem artística e ferramento social, formando pensamentos críticos; promover
a história e memória do setor; e visibilizar a pluralidade cultural dos povos
brasileiros.
EBC
E MINC — A
cerimônia também marcará a assinatura de Acordo de Cooperação Técnica (ACT)
entre o Ministério da Cultura e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O acordo
prevê a adesão da EBC à Plataforma Tela Brasil, com disponibilização de obras
audiovisuais do acervo da empresa pública, incluindo conteúdos próprios e
licenciados.
As obras poderão ser exibidas gratuitamente tanto no perfil aberto ao público
geral quanto em sessões coletivas não comerciais voltadas a finalidades
culturais, educativas e institucionais. O ACT também prevê cooperação em
integração tecnológica e interoperabilidade entre sistemas, incluindo
iniciativas relacionadas ao ecossistema da TV 3.0.
TV
BRASIL — Com
vigência inicial de 48 meses, o acordo visa impulsionar iniciativas de inovação
e integração tecnológica no setor audiovisual público. Serão mais de 150
títulos com cerca de 3 mil horas do acervo EBC, que inclui programas como Sem
Censura; Samba na Gamboa e Xodó de Cozinha.
A EBC também prevê, em acordos futuros, incluir a possibilidade de exibição no
Tela Brasil em todos os licenciamentos. A empresa realiza pesquisa e curadoria
para buscar no acervo obras como A, B, Z do Ziraldo, realizado pelo cartunista
para a TV Brasil; A arte do artista, conduzido por Aderbal Freire Filho;
Oncotô, com Jorge Mautner; além de episódios clássicos, como Caminhos da
reportagem e Observatório da imprensa.
Fonte: Secretaria
de Comunicação Social da Presidência da República

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