Publicado às 11h46
O Partido NOVO publicou, na última terça-feira (07/04), no Diário Oficial da União (DOU), suas normas internas para as eleições de 2026. A medida, segundo a legenda, busca combater abusos do Supremo Tribunal Federal (STF) e formaliza uma posição que o partido já defende publicamente há anos.
De acordo com o NOVO, o impeachment de ministros que cometam crime de responsabilidade é fundamental para garantir o cumprimento da lei e restaurar a confiança nas instituições.
Em nota publicada no site oficial, o partido afirma: “Sem isso, sem o verdadeiro equilíbrio entre os Poderes, não há qualquer possibilidade de garantir os avanços necessários para tornar o Brasil um país de primeiro mundo.”
O presidente nacional da sigla, Eduardo Ribeiro, destacou que o objetivo das novas regras é assegurar que os representantes eleitos cumpram suas promessas de campanha e atuem alinhados aos valores do partido.
“Para além da própria eleição, queremos garantir que quem represente o NOVO esteja alinhado com nossas ideias, bem como reforçar a necessidade de fortalecer o equilíbrio entre os três Poderes e os mecanismos de responsabilização das instituições”, afirmou.
Na prática, o partido pretende evitar que candidatos utilizem sua imagem para se eleger e, posteriormente, adotem uma postura omissa em temas considerados essenciais para o país.
A legenda também deixa claro que candidatos que não estejam dispostos a colocar o discurso em prática devem buscar outras siglas.
Regras mais rígidas para candidatos
Além da exigência direcionada aos futuros senadores, o documento estabelece critérios mais rigorosos para a seleção de candidatos em geral. Entre eles estão: alinhamento com os valores do partido, idoneidade moral, respeito às normas internas e capacidade eleitoral.
A proposta é filtrar melhor os representantes da legenda e evitar práticas como o estelionato eleitoral, recorrente em outras siglas.
A resolução também proíbe alianças com a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e com a Federação PSOL-Rede.
Diretórios estaduais poderão sugerir composições locais, mas qualquer aliança dependerá da aprovação final do diretório nacional.
Outro ponto mantido é a continuidade da Jornada de Formação Partidária, etapa voltada à seleção e capacitação de pré-candidatos.
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