Publicado às 14h08
Com a aproximação de abril, prazo da Justiça Eleitoral para a desincompatibilização de cargos no Executivo, o cenário político para as eleições de 2026 começa a se reorganizar. Nos bastidores, o partido Novo já atua com um objetivo claro: consolidar o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como candidato a vice-presidente em uma chapa que pode ser encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
A articulação deixou de ser apenas especulação e já envolve lideranças relevantes da sigla. Nomes como o deputado federal Marcel van Hattem e o ex-procurador Deltan Dallagnol têm participado diretamente das negociações para aproximar o Novo do Partido Liberal.
Internamente, a avaliação é de que indicar Zema como vice pode funcionar como moeda de troca para garantir o apoio do PL aos candidatos do Novo à Câmara dos Deputados. O foco é ampliar a bancada federal e alcançar o desempenho exigido pela cláusula de barreira, que define acesso a recursos e tempo de TV.
Além disso, o Novo condiciona o avanço da aliança a compromissos programáticos claros. O partido exige que um eventual plano de governo de Flávio Bolsonaro incorpore princípios considerados inegociáveis: uma agenda econômica liberal, aliada a pautas conservadoras nos costumes.
Do lado do PL, a possível indicação de Zema é vista como estratégica. O ex-governador agrega perfil técnico, discurso liberal consolidado e índices de rejeição mais baixos em comparação a outros nomes do campo político.
Outro fator relevante é o peso eleitoral de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país e historicamente decisivo nas eleições presidenciais. A aliança também pode impactar o cenário estadual, abrindo espaço para novas composições políticas em Minas.
Fonte: Jornal O Grita da Liberdade

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