Alerj aprova revogação da prisão de Rodrigo Bacellar: veja como fica a situação do presidente da Casa

 Publicado às 18h31



A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta segunda-feira (08), a revogação da prisão de Rodrigo Bacellar, presidente da Casa. A decisão teve 42 votos favoráveis e 21 contrários, além de duas abstenções, três ausências e um parlamentar licenciado.
A medida agora segue para publicação no Diário Oficial da Alerj e será comunicada ao Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Entenda o caso Rodrigo Bacellar

Rodrigo Bacellar estava preso desde a última semana por determinação do STF. Ele é acusado de ter vazado informações de uma operação da Polícia Federal ligada à prisão do ex-deputado TH Joias, apontado como elo da facção Comando Vermelho na política fluminense.

 

Mesmo com a revogação aprovada, as investigações continuam. Conforme prevê a Constituição estadual, a Alerj pode revisar a prisão de parlamentares, mas isso não interfere no andamento do processo.
Assim, Bacellar responderá às acusações em liberdade, enquanto aguarda nova decisão da Suprema Corte.

 

Próximos passos após a decisão

 

O projeto aprovado será publicado no Diário Oficial, e o STF decidirá oficialmente pela soltura, podendo impor medidas cautelares, como:

  • Uso de tornozeleira eletrônica
  • Proibição de contato com outros investigados
  • Entrega do passaporte

Uma questão ainda em aberto é se Bacellar poderá retomar a presidência da Alerj. A ordem de prisão assinada pelo ministro Alexandre de Moraes incluía o afastamento do cargo. A recondução vai depender de novas decisões do STF.

 

Segundo informações da CBN, aliados de Bacellar na Alerj não demonstram resistência ao retorno dele à presidência, desde que não exista impedimento judicial.

 

Votação na CCJ antes do plenário

Antes da votação no plenário, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) analisou o caso e aprovou a revogação por 4 votos a 3.
Votaram a favor:

  • Rodrigo Amorim (União Brasil)
  • Alexandre Knoploch (PL)
  • Fred Pacheco (PMN)
  • Chico Machado (Solidariedade)

Os votos contrários foram de:

  • Luiz Paulo (PSD)
  • Elika Takimoto (PT)
  • Carlos Minc (PSB)

Entre os divergentes, houve discussões sobre dois pontos:
Carlos Minc defendia a manutenção da prisão, enquanto Luiz Paulo e Elika Takimoto pediam a separação dos votos — um relatório específico sobre a prisão e outro sobre o afastamento da presidência.

 

 

* Com informações da CBN

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