Flávio Augusto fala dos prejuízos causados pelas ocupações em escolas públicas

Além de atrapalharem e atrasarem a vida de mais de 240 mil alunos, as ocupações (ou invasões, a depender de como você avalia este movimento) vão causar um prejuízo para o MEC (você paga por isso) de mais de 12 milhões de reais, apenas para transferir a data das provas desses alunos prejudicados.

Se o exame tivesse que ser adiado, objetivo do movimento ao ocupar mais escolas, o prejuízo seria de mais de 700 milhões que sairiam diretamente do orçamento da educação.

Outro aspecto é que, por mais que neguem, por trás deste movimento há partidos políticos e vários professores militantes que influenciam e controlam os alunos, menores de idade, a estarem há mais de um mês, mesmo contra a vontade dos pais, acampados nas centenas de escolas ocupadas/invadidas, sujeitos a consumo de drogas e riscos em sua segurança.

Um dos alunos acampados numa escola em Curitiba morreu na semana passada, esfaqueado por outro menor de 17 anos, depois de consumirem drogas sintéticas juntos, segundo a polícia.

Ainda que se negue veementemente, considero um absurdo que menores sejam conduzidos a contrariarem a vontade de seus pais e responsáveis que, do lado de fora, também ficam reféns deste movimento.

Num país onde mais de 50% dos que chegam à Universidade são considerados analfabetos funcionais por não serem capazes de compreenderem o que leem e que 89.7% não alcançam os conhecimentos mínimos aceitáveis em matemática ao terminarem o ensino médio, tem muito o que evoluir em seu sistema de ensino. No entanto, perceba que os professores da rede pública passam horas todos os dias com seus alunos e não conseguem resolver o problema do português e da matemática. Porém, com muito menos esforço, os professores que são militantes conseguem direcionar seus alunos a produzirem este caos ao sabotarem a vida de milhares de pessoas e produzirem prejuízos milionários aos cofres públicos, em nome de uma suposta democracia.

Todo e qualquer tipo de sabotagem é uma atitude autoritária e é injustificada. Não tem nada de democracia.

Não por acaso, a justiça já determinou a reintegração de posse das escolas ocupadas/invadidas. O que me deixa triste é ver a cabeça dos jovens sendo influenciada para o lugar errado, para práticas improdutivas e a se comportarem como massa de manobra de grupos políticos, em vez de lutarem de verdade por um futuro promissor.

Sou de origem simples e sempre estudei em escolas públicas, mas uma das razões para eu ter trabalhado bastante na vida foi para ter condições financeiras para que meus filhos jamais tivessem que estudar numa escola pública e acabassem ficando reféns deste tipo de militância e da influência deste tipo de mentalidade que, diferentemente do que se acredita e se prega, não soma nada e ainda sabota a vida dos que deveriam estar estudando e se preparando para o ENEM que acontece nos próximos dias.

Não basta ser pobre e receber uma educação pífia do estado que é incapaz, mesmo com dinheiro, de oferecer um serviço de qualidade. São incompetentes. Não basta tudo isso. Tem que ser sabotado por movimentos políticos que recrutam menores, mesmo contra a vontade dos pais.
Você gostaria de ter uma filha de 15 anos de idade sendo aliciada por militantes para ficar acampada dentro de uma escola por mais de um mês a serviço de interesses políticos?

Em Mato Grosso, pais denunciaram o consumo de bebidas, drogas e a prática de sexo entre adolescentes e adultos dentro da escola. Em Guarulhos, as câmaras de segurança da Câmara Municipal flagraram, na semana passada, sexo entre os adolescentes que invadiram o prédio público.

Fico triste por esses jovens. Eles realmente acham que estão fazendo algo bacana, mas infelizmente não estão. E o pior, não custa apenas 12 milhões de prejuízo para os cofres públicos e atrapalha a vida de mais de 240 mil estudantes. O prejuízo maior é na formação da mentalidade desses jovens.

Este prejuízo é incalculável.



Flávio Augusto da Silva, empreendedor e escritor.




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